O empresário Carlos Augusto
Ramos, o Carlinhos Cachoeira, compareceu nesta terça-feira à CPI que investiga
as ligações que manteve com políticos e empresários, e logo no início de seu
depoimento anunciou que não falará nada à comissão.
"Estou aqui como manda a lei
para responder o que for necessário e, constitucionalmente, eu fui advertido
pelos advogados para não dizer nada", afirmou.
Cachoeira, preso desde fevereiro
acusado de comandar uma rede de jogos ilegais, motivou a CPI mista instalada no
mês passado e seu depoimento estava sendo aguardado desde a semana passada.
O empresário deveria ter ido à
CPI no dia 15, mas seu depoimento foi suspenso após decisão liminar do Supremo
Tribunal Federal (STF), que atendeu a um pedido da defesa que argumentou não
ter tido acesso ao material sobre Cachoeira.
O empresário anunciou que não
falaria atendendo a orientações de seus advogados. Ele alegou que só
responderia às perguntas dos parlamentares após uma audiência no processo que
responde na Justiça.
"Eu não falarei nada aqui,
somente depois da audiência que nós vamos ter no juiz que, se por ventura achar
que eu deva contribuir, pode me chamar que eu virei para falar",
acrescentou.
Diante das negativas de Cachoeira
em responder aos questionamentos, os parlamentares chegaram a propor uma sessão
fechada, mas o empresário disse que nem assim responderia às perguntas.
"Estou respondendo a um
inquérito na Justiça e antes disso eu não quero falar ... não vou falar",
reiterou o empresário que lembrou que seus advogados pediram a marcação de uma
data diferente para o depoimento. "Quem forçou isto (o depoimento) foram
os senhores."
O relator da CPI, deputado Odair
Cunha (PT-MG), abriu mão de interrogar Cachoeira e o presidente da comissão,
senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), abriu para as perguntas dos demais membros.
Reuters (Jeferson Ribeiro)
Nenhum comentário:
Postar um comentário