![]() |
| Corpo é visto coberto em área do tiroteio isolada pela polícia em frente ao Empire State Building, em Manhattan (Foto: Andrew Kelly/Getty Images/AFP) |
Um ex-funcionário
"descontente" matou um ex-colega de trabalho a tiros nesta
sexta-feira (24) próximo ao Empire State Building, em Manhattan, Nova York, e
foi morto por policiais antiterror, segundo as autoridades. O tiroteio na rua
deixou outras 9 pessoas feridas a tiros.
O incidente começou às 9h03
locais, 10h03 de Brasília, segundo a polícia, em uma calçada da Quinta Avenida
com a Rua 34. Houve pânico na rua e confusão no trânsito.
Os feridos, nenhum deles em
estado grave, são 7 homens e 2 mulheres, todos adultos jovens, segundo Raymond
Kelly, chefe de polícia. Algumas vítimas podem ter sido atingidas por tiros
disparados pelos próprios políciais na reação ao atirador, alertou Kelly.
De acordo com a polícia, há
outros feridos que teriam se machucado na confusão, tentando fugir do local.
Questão de trabalho
Policiais descartaram a
possibilidade de terrorismo e afirmaram que o incidente foi causado
aparentemente por uma rixa de trabalho.
O agressor foi identificado como
Jeffrey Johnson, um homem de 56 anos, designer de acessórios femininos e
morador da ilha de Manhattan, que havia sido demitido havia cerca de um ano da
empresa Hazan Imports.
Aparentemente, ele não tinha
antecedentes criminais, segundo a polícia. Também não há evidência de que ele
tenha tido colaboração de outras pessoas no crime. O morto era um ex-colega de
trabalho dele, de 41 anos, que levou três tiros da pistola calibre 45 que
Johnson portava. Ele morreu no local do tiroteio.
Após abrir fogo contra o colega,
Johnson tentou atingir os policiais, e foi morto no confronto. Segundo a
polícia, há imagens que registram esse momento.
Testemunhas
A testemunha Aliyah Imam disse ao
canal Fox 5 News que estava em um farol quando uma mulher que estava perto caiu
no chão. Ela disse que a mulher foi atingida no quadril. Ela confirmou que o atirador
estava "atirando indiscriminadamente nas pessoas".
Outra testemunha no local, Max
Kaplan, de 22 anos, contou à CNN ter ouvido pelo menos 9 disparos. "Ficamos
todos muito assustados no escritório", disse.
Fontes do prédio disseram que o
tiroteio ocorreu distante do local em que ficam os turistas estrangeiros. O
incidente provocou diversos bloqueios em ruas na região, causando mais
congestionamento no horário do rush da manha.
Terrorismo
Um porta-voz do FBI, J. Peter
Donald, afirmou que o incidente não tem relação com terrorismo. A Casa Branca
afirmou que o presidente Barack Obama está acompanhando o caso.
"Tragédia terrível"
"É uma tragédia terrível”,
disse o prefeito Michael Bloomberg, na entrevista em que foram divulgados
detalhes do caso.
“Nova York é a cidade mais segura
do país, mas não somos imunes ao problema nacional de violência com armas”,
disse Bloomberg, que é um conhecido defensor da imposição de limites à posse e
ao uso de armas de fogo no país.
Ele reforçou que o caso não teve
ligação com o terror.
Tiroteios em massa
Outros dois casos de tiroteios de
massa ocorreram nos EUA neste verão.
Em 20 de julho, James Holmes, de
24 anos, supostamente abriu fogo contra a plateia durante uma sessão à
meia-noite do filme do Batman "O Cavaleiro das Trevas Ressurge" em
Aurora, Colorado, matando 12 pessoas e ferindo 58.
Em 5 de agosto, um atirador matou
seis pessoas e feriu gravemente três em um templo Sikh, em Milwaukee, antes de
a polícia matá-lo, em um ataque que as autoridades trataram como um caso de terrorismo
interno.
G1

Nenhum comentário:
Postar um comentário