Quem sou eu

Sérgio Bastos Zampier é itaperunense do distrito de Retiro do Muriaé. Engenheiro Agrimensor, formou-se em 1979 pela Universidade Federal de Viçosa - MG. Trabalhou na Secretaria de Agricultura do Estado do Amazonas, onde exerceu inúmeros cargos na área fundiária e cartográfica. Em 1985 voltou para Itaperuna, trabalhando na iniciativa privada, no ramo da agrimensura e topografia. Zampier foi vereador em Itaperuna por três mandatos.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dilma garante verba para Bom Jesus do Itabapoana

Reprodução da Internet

Durante a reunião, que aconteceu no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma anunciou o investimento de R$ 3,7 bilhões em obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário em 1.116 municípios com até 50 mil habitantes.

No Estado do Rio, apenas 3 municípios foram contemplados com recursos liberados já em 2011: Vassouras, Casimiro de Abreu e Bom Jesus de Itabapoana.

“Essa primeira etapa de seleção do PAC 2 representa um passo para romper a ausência de investimentos em saneamento que por décadas caracterizou o nosso país. Nós sabemos a importância das obras de saneamento. Talvez sejam uma das maiores prevenções que se pode fazer na área da saúde, em especial na mortalidade infantil. De fato, é uma obra escondida. Depois que você faz, ela desaparece, mas ela aparece nos dados de saúde pública”, afirmou a presidenta Dilma.


Repórter On Line

domingo, 29 de janeiro de 2012

Gastos de R$ 16,6 milhões com jatinhos

Reprodução da Internet
VANESSA CARVALHO / NEWS FREE

Os ministros da presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer gastaram R$ 16,6 milhões, em dez meses de 2011, com viagens em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para missões oficiais ou deslocamentos para casa.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, muitas aeronaves decolaram em horários próximos, para o mesmo destino, com apenas um ministro a bordo. Apenas 2,4% dos voos seguiram a orientação da presidente para que fossem compartilhados.

A maior parte dos ministros vai para casa de jatinho nos finais de semana. Dos R$ 16,6 milhões, R$ 5,5 milhões foram gastos neste tipo de trajeto.

Uma viagem de jatinho de Brasília (DF) a Porto Alegre (RS), por exemplo, custa R$ 34 mil, enquanto uma passagem aérea comercial de ida e volta não passa de R$ 1,5 mil.

Os registros da FAB apontam 16 voos do vice Michel Temer em horários próximos aos de ministros. A assessoria do vice afirmou que a explicação "cabe ao gestor das aeronaves". A FAB disse que não fiscaliza o uso, apenas cumpre a determinação dos ministérios.

JB

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Itaperuna recebe 19 veículos do Estado do Rio

Foto: Álvaro Márcio

O município de Itaperuna, Noroeste do Estado do Rio de Janeiro, recebeu a doação de 19 veículos do Governo do Estado, sendo 14 Gols e cinco Blazers. A cerimônia de entrega aconteceu na quinta-feira (26/01), quando o prefeito Fernando Fernandes, o Paulada, compareceu à solenidade de entrega e recebeu do vice-governador Luiz Fernando Pezão, a documentação e as chaves dos veículos.

Ao todo, foram entregues 68 viaturas para os municípios de Itaperuna, Italva, Laje do Muriaé e Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense, e Sapucaia, na Região Serrana, cidades atingidas pelas chuvas do início deste ano. Os veículos seminovos pertenciam à Polícia Militar, que teve a sua frota recentemente renovada. Os veículos fazem parte do segundo lote do Governo Estadual, que conta com 292 carros e irá contemplar outras cidades.

Segundo o prefeito de Itaperuna, Fernando Paulada, as 19 viaturas serão imediatamente utilizadas. A ideia é que os veículos sejam destinados à preparação de medidas estratégicas em situações de risco e na diminuição do tempo-resposta da Defesa Civil. “As viaturas serão muito importantes. Os veículos vão dar uma sustentação ao nosso governo. A atual frota estava danificada, mais de 70% dos carros estavam com problemas. Agora, estamos bem equipados”, diz Paulada.

Doação de 1.478 viaturas

Nas próximas semanas, viaturas serão entregues às cidades de Levy Gasparian, Miguel Pereira, Paraíba do Sul, Paty do Alferes, Carmo, Cordeiro, Duas Barras, Macuco, São Sebastião do Alto, Trajano de Moraes, Aperibé, Bom Jesus de Itabapoana, Cambuci, Itaocara, Miracema, Natividade, Porciúncula, Santa Maria Madalena, São José de Ubá e Varre-Sai.

No início deste mês, 262 viaturas que pertenciam ao primeiro lote foram entregues às cidades de Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Areal, São José do Rio Preto, Três Rios, Angra dos Reis, Bom Jardim, Sumidouro, Araruama, Niterói e Magé. Até março, todos os municípios do Rio de Janeiro, exceto a capital, serão beneficiados. No total, serão entregues 1.478 carros equipados com giroscópio e sirene, caracterizados com adesivos.

Decom – Itaperuna, com informações da Ascom do Estado do RJ

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Funcionários do BB doam mais de 150 colchonetes para Itaperuna

Foto: divulgação - Decom

Os municípios que sofreram com as enchentes no início do ano, ainda se recuperam da tragédia. Alimentos, água potável, roupas e outros itens continuam sendo enviados para as cidades. Em Itaperuna, Noroeste do Rio de Janeiro, as doações estão sendo encaminhadas para o galpão da Defesa Civil.

Na quarta-feira (25/01), o município recebeu mais uma doação. Funcionários do Banco do Brasil (BB) se sensibilizaram com a situação de alguns itaperunenses, que perderam seus pertences com as cheias, e se mobilizaram a fim de doar colchonetes. De acordo com Leonardo Godoy, gerente de Governo do BB, o apoio da Itapecol também foi muito importante.

“Soubemos que a maior dificuldade que a prefeitura estava tendo era em relação a doação de colchonetes. Fizemos uma mobilização entre os funcionários da agência de Itaperuna do Banco do Brasil, e, com clientes mais próximos, pedimos doações. Hoje, nós estamos entregando 158 colchonetes para que as pessoas possam ter o sofrimento amenizado nesse tempo", diz o gerente de Governo do BB.

Para o prefeito Fernando Fernandes, o Paulada, todo esforço em favor daqueles que sofreram com as enchentes, merece ser louvado. “Quero agradecer aos funcionários do Banco do Brasil pela doação e a Itapecol, que se uniu aos funcionários nessa campanha. Também é importante destacar o apoio do Governo Estadual que tem nos ajudado bastante. A gente tem que agradecer de coração, por que aquela pessoa que estava sofrendo pela falta de colchonete, terá seu sofrimento amenizado. Essa equipe do Banco do Brasil é fora de série”, reforça o prefeito.  

Melhores informações sobre doações podem ser obtidas através do telefone da Defesa Civil, no município de Itaperuna: (22) 3824-6334.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Diretor do INEA se reúne com prefeitos em Itaperuna

Foto: divulgação (Decom-Itaperuna)

Em Itaperuna/RJ, o diretor do INEA (Instituto Estadual do Ambiente), Iel Jordão, reuniu-se com prefeitos do Norte e Noroeste Fluminense, na segunda-feira (23/01), no auditório do Sebrae. Na oportunidade estavam presentes os prefeitos Fernando Fernandes, o Paulada (Itaperuna), Ivany Samel (Miracema), Gilson Nunes (Cardoso Moreira), José Eliézer (Laje do Muriaé), Alcione Araújo (Itaocara) e José Renato Padilha (Santo Antônio de Pádua), bem como representantes de outros municípios.

Um dos objetivos da reunião foi identificar as necessidades dos municípios para alocação imediata de máquinas e equipamentos, a fim de ajudar na recuperação das áreas atingidas pelas enchentes. Segundo Iel Jordão, através do programa “Limpa Rio”, será possível viabilizar o envio de caminhões e máquinas para a região. O “Limpa Rio” consiste na limpeza e desassoreamento de rios, canais e lagoas, que o Governo do Estado do Rio de Janeiro vem promovendo desde abril do ano passado.

O prefeito Fernando Paulada agradeceu o empenho do Governo Estadual e destacou a importância de as regiões Norte e Noroeste somarem forças, a fim de conseguirem mais recursos dos governos Estadual e Federal. Paulada ainda fez um sucinto resumo sobre os prejuízos causados pelas enchentes ocorridas no início deste ano e, garantiu, que o município vai se recuperar dessa tragédia.

A reunião foi uma iniciativa do Ministério da Pesca e Aqüicultura, o INEA, em parceria com a Prefeitura Municipal de Itaperuna e o Comitê de Bacia Hidrográfica do Baixo Paraíba do Sul. Também participou do encontro Paulo Guerra, representando o ministro da Pesca e Aqüicultura, Luiz Sérgio; além dos secretários de Obras e Meio Ambiente dos municípios afetados pelas cheias.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Leonel Brizola: um típico filho do povo

Nasceu em 22/01/1922, no povoado de Cruzinha, antes pertencente ao município de Passo Fundo, e hoje a Carazinho. Estudante de engenharia, ingressou no recém-fundado Partido Trabalhista Brasileiro- PTB -, em agosto de 1945, para apoiar a política social de Getúlio Vargas. Era um universitário atípico, uma vez que a maioria de seus colegas era comunista ou udenista. Provavelmente porque ele vinha de uma dura vida – infância pobre, trabalhando para estudar – que o identificava com a classe trabalhadora. Atípico, também, porque, já alcançando êxito naquela idade, não aderia aos ideais das elites e até se orgulhava de sua origem popular.

Assim é que, quando Getúlio saiu na sua memorável campanha eleitoral pelo Brasil adentro, levou consigo, como assessores, a Jango, Brochado da Rocha, e a Brizola, que eram chamados o “Jardim da Infância” do Presidente.

Reprodução da Internet
No curso dessas lutas, Brizola cresceu e se afirmou como principal líder brasileiro de esquerda. Como tal, convocou as forças progressistas a se unirem a ele, numa Frente Nacional de Libertação, para as lutas anti-imperialistas de combate à espoliação estrangeira e ao latifúndio improdutivo. Tal era então seu prestígio que, mantendo-se no governo do Rio Grande do Sul, se candidatou a Deputado Federal pelo Rio de Janeiro, alcançando a maior votação registrada na história brasileira.

Líder popular

No Parlamento, Brizola se tornou o líder das esquerdas e o principal coordenador do grupo de pressão sobre Jango na consecução das reformas de base, principalmente a reforma agrária, que a seu ver devia ser feita “na lei ou na marra”. Articulou a Frente de Mobilização Popular, integrada pela Frente Parlamentar Nacionalista, pela UNE e pela CGT, e apoiada pelas principais lideranças de esquerda, inclusive por Prestes, Arraes e Julião. Surgiu, assim, o que Santiago Dantas chamou de “esquerda negativa”, para contrastar a combatividade das forças lideradas por Brizola, com o caráter persuasório do movimento que apoiava o Presidente João Goulart na sua política de reformas.

Desde então, as forças progressistas se bipartiram. De um lado, o governo lutava pelas reformas fundamentais que considerava possíveis, e que eram vistas pela direita como tão avançadas que a unificavam e lançavam no golpismo contra revolucionário. Do outro lado, Brizola utilizava intensa e vivamente o rádio e percorria todo o Brasil em pregações, mobilizando o povo para forçar as reformas estruturais. Simultaneamente, organizava seus seguidores em “Grupos de Onze”, semelhantes às células comunistas, estruturando-os em seus locais de moradia e de trabalho para o ativismo político radical.

Nesse ambiente é que se desencadeou o golpe militar de 1964. Jango o enfrentou pelo diálogo, negociando com os chefes militares, mas negando-se a dar ordem de combate contra as forças sublevadas. Brizola articulou no Rio Grande do Sul um movimento de resistência armada, ao lado do general Ladário, Comandante do 3º Exército. Jango desembarcou em Porto Alegre a 2 de abril, desautorizando a resistência armada. Optou pelo exílio na Uruguai, onde Brizola, eu e muitíssimos companheiros fomos compelidos a nos exilar, também.

Exílio de 15 anos – No exílio, Brizola prosseguiu no esforço de organizar a luta armada contra a ditadura militar. Acreditava ele, como muitos mais, naqueles anos de entusiasmo pela figura de Che Guevara, que era possível repetir a façanha cubana. Mas a ditadura se consolidou, tornando cada vez mais inviável aquela estratégia de lutas. Acabamos confinados, por pressão da ditadura brasileira sobre o governo uruguaio. Eu, em Montevidéu, lecionando na universidade, mas proibido de sair do país. Brizola, enclausurado numa praia inóspita. Daí sairia para residir numa pequena fazenda que comprou no interior do país, onde viveria vários anos.

Mesmo isolado na campanha uruguaia, tão grande era seu prestígio político e tão decisiva continuava sua influência sobre as eleições do Rio Grande do Sul que, em setembro de 1977, a ditadura militar obrigou os governantes uruguaios a decretarem a expulsão de Brizola, dando- lhe o prazo de cinco dias para sair do país. Era seu segundo exílio e todos esperávamos que ele fosse viver na Venezuela ou em Portugal.

Surpreendentemente, Brizola, que era tido como o principal adversário político norte-americano na América do Sul, procurou a embaixada dos Estados Unidos, solicitou e alcançou o apoio do Presidente Carter – enquanto defensor dos direitos humanos – na qualidade de dissidente político perseguido pelo militarismo brasileiro.

A partir desse novo pouso, Brizola voltou a crescer. Agora, como um dos principais líderes latino-americano. É nessa condição que se transladou para Lisboa, aproximou-se da Internacional Socialista através do patrocínio de Mário Soares, sendo recebido, na qualidade de iminente estadista, por diversos governantes europeus, tais como Mitterand, Olav Palm e Willy Brandt.

Por Darcy Ribeiro