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| Reprodução da Internet |
Promessa das categorias de base
do Fluminense, Leonardo de Oliveira Clemente, conhecido como Léo Itaperuna (na
foto ao lado Gattuso), teve poucas chances no time principal. O jogador foi
emprestado para diversos clubes e, quando parecia que a carreira não iria
decolar, encontrou o sucesso de forma meteórica na Suíça.
“Infelizmente fui pouco
aproveitado no Fluminense. Não sei se foi opção dos treinadores ou diretores.
Sempre tive uma ótima relação com todos os jogadores e funcionários. Tenho
grandes amigos lá até hoje”, afirmou.
Depois de sair do Fluminense, Léo
Itaperuna foi emprestado para cinco times: Paulista de Jundiaí, América-RJ,
CRAC-GO, Duque de Caxias e Cabofriense. Em 2011, foi negociado com o
Anápolis-GO e depois com o Arapongas-PR. E foi justamente no clube paranaense
que a virada na carreira começou a acontecer. O bom desempenho e os dez gols
marcados no Estadual de 2012 despertaram o interesse do Sion, da Suíça.
Léo abraçou a oportunidade de
atuar no futebol europeu e embarcou sem falar uma palavra dos quatro idiomas
oficiais do país: alemão, italiano, francês e o pouco conhecido romanche.
“A adaptação foi difícil no
início, por causa do idioma e da cultura local, que são bem diferentes do que
estávamos acostumados no Brasil. Mas hoje já compreendo e falo um pouco o
idioma e isso facilita bastante. Minha esposa Paola está aqui comigo e me ajuda
muito também”, contou.
Se fora de campo as dificuldade
atrapalharam no começo, dentro dele elas foram superadas com muito mais
rapidez. Desde que chegou ao clube, Léo marcou cinco gols no Campeonato Suíço e
é o artilheiro do time na temporada. O bom desempenho fez o brasileiro se
tornar celebridade em Sion, cidade de pouco mais de 30 mil habitantes.
“Graças ao meu trabalho as
pessoas me param nas ruas e me pedem fotos, autógrafos. Crianças, adultos,
todos têm um carinho especial por mim, o que me deixa muito feliz. Procuro
sempre retribuir esse carinho com gols, e graças a Deus eles estão saindo”,
disse.
Apesar da badalação, Léo não é o
jogador mais conhecido do Sion. Gennaro Gattuso, campeão do mundo com a Itália
em 2006 e ídolo do Milan, também atua por lá e é um dos maiores parceiros do
brasileiro.
“Tenho ótima relação com o
Gattuso, inclusive só o chamo de ‘meu capitão’. Ele é uma ótima pessoa e tem um
excelente caráter, além de ser um jogador de extrema simplicidade. Procuro
sempre ouvir os seus conselhos e a cada dia que passa aprendo mais com ele. O
Gattuso é uma referência pra mim, por tudo que conquistou no futebol. Ele tem
cara de mau mesmo, principalmente nos jogos. Porém, no convívio do dia a dia,
está sempre com um sorriso no rosto. É um ótimo amigo e companheiro de
trabalho”, revelou Léo, que ao lado do italiano colocou o Sion na terceira
colocação do Campeonato Suíço.
O brasileiro espera que o sucesso
imediato na terra dos chocolates possa deixá-lo mais conhecido em centros mais
desenvolvidos do futebol europeu. “Sonho disputar o Campeonato Inglês, o Alemão
ou o Espanhol, mas no momento estou trabalhando muito aqui na Suíça e vivendo
um dia de cada vez. Sei que se tiver sucesso aqui no Sion poderei ter a
oportunidade de realizar meu sonho”, completou o jogador, que também não
descarta uma volta ao Fluminense. “Quem sabe? Um retorno não está descartado.
No mundo do futebol, não dá pra prever o futuro, mas ficaria muito feliz em
voltar para o clube que me projetou”, afirmou.
Allan Leibovici

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