Quem sou eu

Sérgio Bastos Zampier é itaperunense do distrito de Retiro do Muriaé. Engenheiro Agrimensor, formou-se em 1979 pela Universidade Federal de Viçosa - MG. Trabalhou na Secretaria de Agricultura do Estado do Amazonas, onde exerceu inúmeros cargos na área fundiária e cartográfica. Em 1985 voltou para Itaperuna, trabalhando na iniciativa privada, no ramo da agrimensura e topografia. Zampier foi vereador em Itaperuna por três mandatos.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Royalties: votação do veto é adiada

Reprodução da Internet

Segundo informações de O Globo, há sinalização de que a apreciação dos vetos, feitos pela presidente Dilma Rousseff na Lei dos Royalties, deve ficar para o ano que vem. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou nesta terça-feira que a prioridade da sessão do Congresso nesta quarta-feira será a votação de créditos especiais ao Orçamento da União, e não o requerimento de urgência para analisar os vetos.

- Temos 49 projetos de créditos especiais para votar. Sem essa votação a administração pública fica comprometida - afirmou Sarney, que é presidente do Congresso.

O pedido de urgência para a apreciação do veto parcial à lei que muda as regras de distribuição dos royalties do petróleo, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 30 de novembro, seria nessa terça-feira, na sessão conjunta do Congresso Nacional.

Caso o pedido seja aprovado, o veto a artigos da lei dos royalties passará à frente na fila dos mais de três mil vetos que aguardam apreciação e, com isso, Sarney poderá convocar uma nova sessão conjunta para apreciação da matéria. Entretanto, para que o requerimento de urgência tenha condições de ser votado, é necessário o apoio formal de, no mínimo, 48 senadores e 257 deputados federais, tarefa que vem mobilizando parlamentares de estados não produtores.

A derrubada do veto presidencial à Lei dos Royalties (12.734/2012) é defendida por estados não produtores, que contavam com a distribuição igualitária dos recursos da exploração do petróleo, atividade em que se destacam o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

Para evitar a reabertura do debate sobre a distribuição dos royalties, a esperança do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) se baseia em resultados de uma reunião dos secretários de Fazenda dos estados, no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), no fim de semana, em São Luís (MA). “Neste momento, os secretários reportam aos seus governadores as tentativas de acordo sobre o equilíbrio fiscal dos estados sem que se derrube o veto da presidente Dilma”, disse o senador.

De acordo com ele, a reunião foi produtiva porque os secretários discutiram as dívidas dos estados e a crise econômica, bem como os mecanismos que podem ser adotados para reduzir o déficit público. “Houve uma sinalização de que os estados não produtores podem aceitar serem compensados de outra forma, que não seja tirando os contratos já licitados dos estados produtores. Agora, aguardamos a resposta dos governadores para tentar abrir um novo espaço de negociação. Por isso, a sessão do Congresso não seria interessante agora. O bom senso diz que é melhor ganhar tempo para ver se um acordo é costurado”, afirmou Lindbergh.

Relator da MP, Zarattini quer selar acordo

Futuro relator da Medida Provisória (MP) que estabelece mudanças na divisão dos royalties de novas licitações, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) quer selar um acordo entre entes produtores e não produtores quanto ao novo texto da MP. “O ideal é que a MP tenha um novo texto que sele um acordo de equilíbrio entre produtores e não produtores. É o que tentamos desde o projeto anterior”, afirmou Zarattini, que teme que, antes da apreciação da medida provisória, o Congresso analise e derrube o veto da presidente Dilma.

De acordo com o parlamentar, a MP também poderia propor uma nova divisão em relação aos contratos vigentes, parte do projeto que foi vetada pela presidente Dilma Rousseff a pedido dos estados e municípios produtores, assim os não produtores receberiam parcela dos recursos de nova produção oriunda dos campos já em operação.

Folha da Manhã

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